sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Avaliação Processual (Estágio Supervisionado 3):
Texto avaliativo do processo tendo por critério o texto
"Considerações Finais"
Texto avaliativo do processo tendo por critério o texto
"Considerações Finais"
.
O objetivo desse trabalho foi realizar um estudo abrangente sobre o desenvolvimento artístico-pedagógico na sociedade, tornar o familiar em estranho. No começo tive muitas duvidas e sinceramente pensei que não fluiria, comecei então a procurar a minha porta de entrada, aquele caminho monótono que eu percorria todos os dias tornou-se um grande desafio.
Foi então que achei a igreja e acreditei que seria mais fácil levar um pouco de artes para aquelas pessoas, mais com o decorrer foram surgindo as dificuldades, então logo desisti. Comecei novamente a procurar minha nova porta, e dessa vez com menos medo e duvidas, e com coragem decidi optar pelo viveiro que fica em uma avenida perto da minha casa, sem me preocupar com as dificuldades que viriam resolvi logo em ficar com a idéia que ali seria o melhor lugar. Comecei a freqüentar o ambiente varias vezes por semana, ali foram surgindo as idéia que funcionaram e outras que nem ousei em usá-las, ali mesmo no meio das plantas e flores comecei a anotar os planos que desabrochavam como as flores do viveiro.
O grande desafio foi apresentar aos meus convidados uma proposta de artes naquele ambiente, o eixo da proposta eram com que eles pudessem entender que artes cabem em todos os lugares, até em um viveiro. Depois de muitas pesquisas e estudos percebi que a Land-Art seria a peça chave para esse projeto, pois, ela esta inteiramente ligada a natureza, e é exatamente o que eu queria, natureza, arte e tecnologia.
Quando terminei o projeto, percebi o quanto foi importante para mim este estágio. Como pude aprender com cada participante, cada orientação e com todos os obstáculos! Inicialmente, foi um processo demorado, para escolher o tema. Eram muitas idéias e nada definido.
Quando descobri o tema, que enfim gostaria de trabalhar, comecei a pesquisar sobre o assunto, pensar como iria abordar o tema e como seria. Passei a pesquisar sobre o assunto e fui descobrindo as possibilidades
Foram muitas mudanças de roteiro e de adequação. Passei então a convidar as pessoas, ouvi muitos não, e cada sim era como música para meus ouvidos. Cada participante levou sua maquina fotográfica isso me deixou muito animada, era um sinal de realmente eles estavam preparados para participar do projeto. Um momento que vale a pena ressaltar, foi quando um dos participantes me disse que não sabia que existiam vários tipos e períodos da arte, ele achava que arte era somente telas pintadas a óleo, e os olhos dele cada vez, mais arregalados para ver as imagens que exibi no slide sobre Land-art.
Percebi também que ficaram satisfeitos (as) em conhecer coisas novas e fazer coisas diferentes. Acredito que fiz uma boa escolha em optar pelo viveiro, meus convidados se alegravam em ver as plantas a beleza e o colorido de cada espécie, notei que muitos não tinham essa experiência de criação a maioria ficou tímido em apresentar sua arte para o grupo, com receio de não serem compreendidos ou até mesmo ser criticados, mais com conversas e explicação de que a arte é para todos sem preconceitos e limites, logo se soltaram e puderam colocar suas criatividades e porque não suas emoções.
Por ter tido considerável participação dos convidados e avanços de como eles entraram e como saíram, avalio a experiência de forma positiva, pois, pude notar como se envolveram e como perceberam as diferenças visuais, como arte é abrangente, e que todos nos podemos ser criadores de uma obra, Sei que podia ter feito mais da minha parte também, mas me envolvi tanto quanto eles (as) e aprendi muito com tudo também. Independente de qualquer coisa foi uma experiência única e inesquecível.
A conclusão desta proposta é que existe uma relação muito forte entre:
Arte
Tecnologia
Natureza
Homem
A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda.
Paulo Freire
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Land Art – Arte da Paisagem
Publicado a 08 Julho 2010 por Bethccruz
Land Art (arte da paisagem) foi um movimento artístico que surgiu no final da década de 60, nos Estados Unidos, quando alguns artistas preocupados com algumas questões ecológicas e contrários ao mercantilismo da arte tradicional, deram início ao movimento. Eles acreditavam que uma obra só poderia ser sentida se o espectador estivesse dentro dela. Assim surgiu o Land Art, uma arte onde a paisagem natural é o suporte para criação de uma obra, que utiliza diversos materiais encontrados na natureza: terra, pedra, areia, rocha, folhas, conchas, etc.
A paisagem definida pela necessidade estética não é um luxo nem um desperdício, mas necessidade absoluta para a vida humana, sem o que a própria civilização perderia sua razão ética.”
(Roberto Burle Marx)
Poética da Minha “Porta de Entrada”
MINHA PORTA
Nem imagino o vou encontrar mais tenho
a certeza que vou gostar.
A delicadeza das folhas
acariciando minha mão.
Raízes sensíveis,
terra fértil.
Viajo em busca
de um trevo de quatro folhas.
Chego perto da felicidade
no trevo dos meus sonhos.
encontro a minha felicidade.
Indiferença humana!
Árvores desgalhadas
tombadas ao chão.
Lágrimas cristalizadas
à guisa de flores
dissolvidas em pétalas de abandono.
Eis - que me encontro!
Com um olhar tímido e disfarçado
tento congelar ao redor todas as coisas
busco transparência e encontro coragem.
Nem imagino o vou encontrar mais tenho
a certeza que vou gostar.
A delicadeza das folhas
acariciando minha mão.
Raízes sensíveis,
terra fértil.
Viajo em busca
de um trevo de quatro folhas.
Chego perto da felicidade
no trevo dos meus sonhos.
encontro a minha felicidade.
Indiferença humana!
Árvores desgalhadas
tombadas ao chão.
Lágrimas cristalizadas
à guisa de flores
dissolvidas em pétalas de abandono.
Eis - que me encontro!
Com um olhar tímido e disfarçado
tento congelar ao redor todas as coisas
busco transparência e encontro coragem.
Leitura metódica:
Antes de caminhar a procura da minha porta entrada, já trazia comigo o desejo de fazer um ateliê de pintura, e acho que esse é o momento, imaginei que seria bem aceito ao público direcionado, já que é algo tão apreciado pela sociedade. Quando me deparei com o viveiro tive a certeza que seria o melhor lugar, era um lugar estranho que não conhecia, mais pelo fato de ser um ambiente agradável imaginei se tornaria familiar. Logo venho as incertezas as dúvidas, de como poderia fazer um ateliê em um lugar que não seria determinado para esse tipo de aplicação, a partir daí pesquisei algumas possibilidades e encontrei artistas que pintam ao ar livre, que faz da natureza e principalmente das plantas objetos de observação. Então cheguei a seguinte conclusão que não precisamos seguir padrões estabelecidos, que podemos conceber a arte em qualquer lugar.
O viveiro Vida fica a quatro quarteirões da minha casa, é simples, e nele mora uma família que cuida e vende as plantas, é um lugar de muita paz e sossego, o lugar certo para pintar lindas telas.
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